diary

Borboletas na Barriga

O nervosismo aumenta à medida que a hora se aproxima. Já não dá para fingir que aquilo não é importante, não dá para esconder que não me incomoda. As borboletas na barriga, já as consigo sentir a esvoaçarem no meu estômago. Começo a questionar-me se trouxe a roupa certa, tenho um laço preto no colarinho da minha camisa branca e o colete, também, branco de pêlo, honestamente, não me aquece o suficiente. A insegurança começa a tomar conta da minha auto-estima.

Decido ir a pé assim que saio do comboio, andar sempre me fez bem nestas situações, ou talvez sejam as ruas de Lisboa que me acalmam, não sei bem.

(…)

Não pensei voltar novamente áquele lugar, tinha um agradável cheiro no ar e o soalho antigo refletia os raios de sol, o que normalmente me deixa com uma felicidade estúpida, mas não hoje. As minhas mãos estavam gélidas mas suadas, odiava aquela sensação. O mundo parecia ter parado ali dentro e eu era a única pessoa que tinha as mãos a tremer e até mesmo o meu cabelo expelia eletricidade estática.

Mas eu tinha a certeza que era ali que eu queria estar, tinha a certeza que era ali que eu pertencia. Tinha a certeza

Bom dia Vanessa, como está?

Acabo por me levantar da cadeira onde estava sentada, parecia uma eternidade, e assim começa a entrevista.

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3 thoughts on “Borboletas na Barriga

  1. Sara says:

    E era isto a que eu me referia…o outro lado,que tanto interessa. Não preciso dizer mais nada.
    Vês como não desiludes? Já sabia que não. 🙂

    p.s: viste o meu direct?é q nao entendo se chegou ou não.hahaha não percebo nada daquilo!

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