diary, my style

Ela sou eu.


I used to recognize myself
It’s funny how reflections change
When we’re becoming something else
I think it’s time to walk away

Aproveitando as palavras de James Bay quero explicar-vos um bocadinho o motivo da minha ausência virtual. Pensei muitas vezes se o devia escrever ou não…

Quando comecei o Chic Diary o meu objectivo sempre foi partilhar inspirações, manter a minha identidade, manter-me genuína e ser eu própria. No entanto é fácil ficar deslumbrada. E quando me olhava ao espelho, que é como quem diz quando olhava para a mensagem que estava a passar, deixei de gostar do que via.

Talvez porque tivesse ficado cansada deste exagero, e da exposição. Talvez porque nunca fui a miúda das fotografias perfeitas e tentasse sempre sê-lo (acho que este é o principal erro: tentar ser algo que não nós próprias). Porque é esse o efeito instagram: tudo tem de ser perfeito, mesmo não o sendo. Tudo tem de ser “instagramável”. E quando “olhei para mim” tinha demasiadas fotografias em biquini, estava a comunicar o que as marcas queriam e não a mensagem que eu queria passar. Acho realmente que a beleza neste mundo virtual é sermos nós próprias, mantermo-nos fieis a nós mesmas.

Esta procura e pressão constante pela perfeição era o que me estava a fazer deixar de ser genuína. Todas temos borbulhas, todas temos estrias ou celulite. Todas temos as nossas inseguranças mas o que eu defendo é que somos todas mulheres bonitas. E são as nossas diferenças que nos tornam ainda mais bonitas e especiais.

Deixei de me identificar com este circo que se estava a passar e fui deixando de me identificar com o que estava a fazer. E não quero ser hipócrita, vou continuar a trabalhar com marcas em que acredito e que tenham a mesma mensagem que eu e que acreditem no trabalho que eu faço. 

Actualmente é fácil criticar, ou melhor dizendo: ridiculzarizar e apontar o dedo porque isso está a distância de um post no facebook, ou de um comentário no instagram. Porque eu sou a favor da crítica, da crítica construtiva. Acho que podemos apoiarmo-nos todas mais e espalhar boas energias.

Nem todas as pessoas gostam de mim, não é esse o objectivo nem nunca vai ser. Acho que há espaço para todas nós, porque todas temos uma mensagem diferente a passar. Portanto se eu estiver a comunicar para uma pessoa que seja aí desse lado. Olá, espero que continues por aí. 

Tenho vestido: Óculos: Aldo; Camisola: Natura; Calças: Zara; Mala: Mango

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midnight in paris

Dei por mim a apegar-me de novo a ti. Mesmo sem saberes deixei-te pairar no meu dia-a-dia, com as tuas palavras e com os teus cafés de bom dia. Com o teu sorriso malandro e com os teus olhos verdes. E de repente sou outra vez a miúda envergonhada que andava de sk8 para te impressionar, e tu és novamente o miúdo que chutava as pedras no chão com medo de olhar para mim. Mas já nenhum de nós anda de sk8.
Arruínaste-me como da primeira vez e eu deixei.

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utopicamente falando

Deixaste-me acreditar que era real. Que as nossas mãos entrelaçadas não seriam só mais umas mãos entrelaçadas, fizeste-me acreditar que seriam os nossos mundos a colidir. Que quando nos beijámos as estrelas estavam alinhadas.

(…)

Lembro-me de te dizer que não gostava de promessas. Ainda assim gostava que, no silêncio, tivesses não-prometido que ias ficar. Mas tu sempre foste o mestre do romance, ou devo chamar-lhe ilusão? Com a tua música e o teu sorriso, com as tuas piadas e viagens de carro. Com o teu olhar.

Gostava quando me respondias, mesmo sem eu ter perguntado, que gostavas de olhar para mim. Mas tudo não passou dum jogo, dum desafio. Ironia porque todos os sinas estavam em cima da mesa. Quando te deixava nervoso e insistias em brincarmos com palavras, brincarmos de falar verdade a mentir. Era aí que devia ter desconfiado? Não o fiz, mas mesmo assim não me arrependo.
Porque quando te disse que tudo isto era uma utopia… Que o amor é uma utopia que criamos à força de escaparmos da solidão, tu não aguentaste em provar-me o contrário. Mas já Manel Cruz dizia que O amor é uma doença quando nele julgamos ver a nossa cura.

Mas talvez tudo tenha sido uma ilusão porque afinal tudo isto não passa duma utopia…

palavras perdidas de 2016

 

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Run away with me

Depois de meses de ausência sinto que devia trazer algo mesmo mesmo giro. Acho que nunca fui muito de usar jardineiras, mas assim que vi estas apaixonei-me. O melhor de tudo é que fui eu que escolhi o padrão para as personalizar aqui

“I am learning to love the sound of my feet walking away from things not meant for me.”

Fotografia por Márcia Soares

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“preciso tanto me fazer feliz”

O primeiro do ano. Depois destes dias onde o frio era a palavra do dia eu só quero é muito sol e esplanadas na praia, não é pedir muito pois não? Aproveito para dizer que ando viciadissima nestes sunnies da Refleczo, não são giros?
O look de hoje é muito sporty chic, com a minha t-shirt New balance e a minha estola da Maui. Acabei por conjugar com as minhas botas HELSAR que podem encontrar no site The Feeting RoomSe quiserem podem usar o meu código pessoal “chicdiary4tfr” para 10% de desconto em todo o site yeyey.

Fotografia por Joana Pereira

 

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